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segunda-feira, 12 de setembro de 2016
OS 7 ANJOS MAIS PODEROSOS DE DEUS
Você, que acompanha o blog ECLÉTICO, já percebeu que nossas postagens procuram um mínimo de coerência e visa artigos de temas diversos. Achamos na rede um vídeo que contém informações bem acertadas sobre um assunto que preferimos não visitar sempre por ser de cunho teológico, o que leva à discussões infindáveis. Mas, o vídeo em questão informa sem se posicionar e, por isso, o blog faz esta postagem. Fica só uma recomendação: Não se intimide o pre-julgue a frase "O Lado Escuro", porque escuro, no caso, não se refere às trevas da maldade mas, sim, da ignorância que interessa à alguns segmentos da sociedade em caráter mundial. Divirta-se e informe-se!
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Os
Visitantes da Idade Média
Extraido do livro Os
Extraterrestres na História de Jacques Bergier -
Editora Hemus - 1970
Em 13 de agosto de 1491,
Facius Cardan, pai do matemático Jerôme Cardan, anotou esta
aventura: "Quando eu completei
os ritos habituais, por volta das vinte horas, sete homens me apareceram,
portando roupas de seda que lembravam tunicas gregas e calçados
cintilantes. Usavam cotas de malha e, sob elas, roupas interiores vermelhas
de extraordinária graça e beleza. Dois deles pareciam
ser um pouco mais nobres que os outros. O que tinha ar de comando tinha
o rosto de cor vermelho-escuro. Disseram ter quarenta anos, embora nenhum
deles parecesse ter mais que trinta. Perguntei quem eram. Responderam que
eram homens compostos de ar, e seres como nós , sujeitos ao nascimento
e à morte. Sua vida era muito mais longa que a nossa, podendo chegar
a três séculos. Interrogados sobre a imortalidade da alma,
responderam que nada sobrevive. Interrogados sobre o porque não
revelavam aos homens os tesouros do seu conhecimento, responderam que uma
lei severa impunha penalidades àqueles que revelavam seu saber aos
homens. Demoraram com meu pai cerca de três horas. O que parecia
ser o chefe negou que Deus tenha feito o mundo para toda a eternidade.
Ao contrário, disse ele, o mundo é criado a cada instante
; caso Deus "desanime" , o mundo corre perigo." Os visitantes de Facius
Cardan parecem ter sido os últimos de uma longa série , surgidos
na Idade Média. Tinham o particular de se poder comunicar com os
homens, não pretendiam em hipótese alguma ser anjos, não
traziam nenhuma revelação; ao contrário , sua atitude
parecia mais ainda com o nosso racionalismo moderno. Os visitantes de Facius
Cardan negaram até a existencia de uma alma imortal, defendendo
uma espécie de teoria a respeito da criação continua
do Universo. Os alquimistas e os místicos
da Idade Média procuraram , evidentemente , ligar estes visitantes
aos espíritos dos quais falam a Bíblia e a Cabala, mas se
trata, evidentemente, de uma colaboração mitológica.
De fato, houve, aparentemente, contatos com seres "fabricados", "feitos
a partir do ar", segundo os visitantes de Cardan. Estes insistiram nos
castigos que sofreriam se revelassem qualquer segredo. Toda esta
tradição permaneceu até o século XVIII data
em que , nós o veremos, certos segredos serão desvendados. Em outras regiões
, estes seres foram assinalados mais tarde que na Europa: nos fins do século
XVIII no Japão e para os índios da América do Norte.
Nesta época os indios da Califórnia descreveram seres humanos
luminosos , que paralisavam as pessoas com a ajuda de um pequeno tubo.
A lenda índia precisa que as pessoas que foram para lisadas tiveram
a impressão de terem sido bombardeadas com agulhas de cactus. Na
Escócia, na Irlanda, tais aparições foram mencionadas
desde tempos imemoriais, e até o século XIX, algumas vezes
até o século XX. No século XIX, encontraram-se traços
de um personagem estranho chamado Springheel Jack, luminoso à noite
, capaz de saltar e voar ( Vide a musica dos Rollings Stones : Jumping
Jack Flash ) , e que tentou entrar em comunicação com os
homens. A primeira aparição data de novembro de 1837 - segundo
testemunhas as mais seguras e precisas - em 20 de fevereiro
de 1838, e a ultima em 1877. Desta vez, o estranho visitante cometeu a
imprudencia de aparecer perto do campo de manobras de Aldershot. Duas sentinelas
atiraram; o visitante revidou com jatos de chamas azuis , que exalavam
um odor de ozona . As sentinelas se volatilizaram, e o visitante nunca
mais apareceu. Trata-se talve de reminiscencias
. Com efeito, a densidade do fenomeno é muito inferior à
do da Idade Média, onde se observa , a cada ano , aparições
de estrangeiros luminosos. Em todo os relatos , estes são inseparaveis
da idéia do fogo: a noção de energia não havia
sido ainda inventada. Entretanto, quando interrogados, respondiam que não
eram nem salamandras nem criaturas do fogo, mas homens de outra espécie. É tentador quere
atribuir-lhes a estranha série de incendios que , durante a grande
peste de Londres , destruiu de súbito todas as casas que haviam
sido contaminadas , e estas sómente , impedindo assim que a peste
se propagasse , exterminando toda a população da Inglaterra.
Seria um caso interessante de intervenção benéfica
e benvinda. É igualmente
chocante o fato de que estes visitantes sejam associados não sómente
ao fogo , mas igualmente a poderes mais ou menos ligados ao fogo, em particular
o poder de transmutação de metais. Toda a Idade Média
é cheia de lendas , e mesmo de sólidas crenças , a
respeito da possibilidade de assinar pactos com estes visitantes. Infelizmente
, nos é muito dificil compreender a mentalidade medieval. A idéia racionalista
, defendida por M. Homais , da Idade Média como um periodo de trevas
, é uma caricatura da qual precisamos nos desembaraçar. A
Idade Média foi um periodo de progressos rápidos , mais rápidos
talvez que os nossos, mas que visavam a outros objetivos. Nós perdemos
a noção mas ela seria necessária para que pudéssemos
nos colocar na mente de um homem no ano de 1000 ou do ano 1200, e
compreender sua atitude frente aos visitantes que considerava como fazendo
parte do mundo em que ele vivia.
Faz-se necessário salientar que os homens da Idade Média
, que criam nos visitantes , eram espiritos essencialmente racionalistas,
sem ligações com bruxarias ou com a Inquisição,
fenomenos diferentes. Não se nega que estes contatos podem ter ocorrido
, e as informações trocadas , entre os visitantes e homens
como Roger Bacon, Jerôme Cardan ou Leonardo da Vinci. Em todo caso
, a Idade Média admite, praticamente sem discussão
, que é possivel entrar em contato com criaturas
revestidas de armaduras luminosas que se chamam demônios . O termo
"demônio"não comporta as conotações pejorativas
de mal ou diabólico que apresenta em nossa linguagem. Ele lembra
antes o sentido dos demonios de Sócrates, que discutiam com ele
e lhe sugeriam idéias. Depois de ter feito aparições
no começo da era cristã , os demônios luminosos surgiram
com as primeiras manifestações da franco-maçonaria,
desde os séculos XIII e XIV . Foi por causa deles que os francos-maçons
se denominaram "Filhos da Luz" e, a seguir , contarão os anos não
a partir do nascimento do Cristo , mas sim de um ano de luz obtido adicionando-se
4.000 anos à era cristã. Começam a se ligar
a eles aspectos mais ou menos interplanetários. Em 1823, o Dr. George
Oliver , historiador da franco-maçonaria , escreveu : "Anatiga tradição
maçonica - e tenho boas razões para ser desta opinião
- diz que nossa ciencia secreta existe desde antes da criação
do globo terrestre e que ela foi largamente expandida através de
outros sistemas solares". É contudo na Idade
Média que ocorrem as aparições mais maciças
de criaturas com vestimentas de luz . Este mensageiros vão
encontrar os rabinos , com quem discutem longamente sobre a Cabala, os
poderes de Deus, o conhecimento e a exploração do tempo etc.
Afirmam conhecer os guardiões do céu , dos quais , entretanto,
não fazem parte. Vão aparecer igualmente entre os monges
e os santos do Islão . São descritos sempre do mesmo modo,
sua atitude intelectual é sempre racionalista. Falam de geometria,
de uma sabedoria racional, à qual mesmo Deus se submete. Saber-se-ia mais sobre eles
se os arquivos dos Templários e dos Ismaelistas nos tivesse chegado
às mãos . O que infelizmente não aconteceu. É
certo , contudo, que, como os Templários , os Ismaelistas tinham
por missão aguardar a entrada de uma Terra Santa que não
é de nenhum modo, a Palestina. Uma Terra Santa que não é
localizável em nosso tempo e em nosso espaço, que possui
uma geografia sacra diferente da nossa , estudada especialmente por dois
franceses, Guénon e Henri Corbin. Também aí, pode-se
tentar substituir a mitologia antiga por uma moderna , falar não
de uma Terra Santa, mas de uma porta que se abre para uma outras dimensões
que não são as três conhecidas , uma estrutura da Terra
mais complexa que o globo que se vê de um satelite e na qual nossa
civilização crê de maneira tão pouco crítica
quanto outras civilizações acreditam na Terra plana. Isto não é
proibido, mas é ainda a troca de uma mitologia tradicional por outra
mitologia saída da ficção cientifica e dos desenhos
animados.E não é certo que se tenha a ganhar com isso. De
maneira geral , deve-se desconfiar do simbolismo. René Alleau
escreveu: "Pode-se estabelecer ligações entre esse simbolo
e as duas serpentes do caduceu de Hermes, simbolos de força que
destrói e edifica, isto é, o duplo poder das chaves
de um mesmo fogo sagrado" Tudo isso é muito
belo. Mas não se pode dizer que o caduceu de Hermes representa a
hélice dupla do ADN. Antes de se contentar com simbolos, é
preciso , me parece, admitir que há no mundo fenomenos que não
são unicamente devidos à atividade da natureza ou à
atividade voluntária do homem. Depois ,estudar estes fenomenos ,
certamente com uma idéia preconcebida , mas sem pretender que se
receba essa idéia da revelação de mestres desconhecidos
ou de mansucritos provenientes de um monastério tibetano que não
existe nos mapas, e apresentar esta idéia preconcebida como uma
questão de fé. Não pretendo me pronunciar com autoridade
absoluta sobre a origem e a constituição desses demonios
luminosos. Simplesmente direi que, a meu ver, trata-se de pesquisadores
enviados por seres capazes de acender e extinguir as estrelas à
vontade, pesquisadores talvez criados por tais seres . Eu creio que sua
origem talvez seja a própria Terra , mas em uma região
dificilmente localizável em um mapa-múndi. Sabe-se , com certeza ,
que após se manifestarem frequentemente na Idade Média ,
prosseguiram em suas atividades durante o Renascimento . Visitaram Cardam
. Assim como seu quase contemporâneo J. N. Porta ( 1537-1615) que
escreveu uma enciclopédia , Magia naturalis , cuja primeira
edição data de 1584, na qual, segundo o próprio autor
, ele procura associar , à pesquisas experiemtntais , um saber recebido
de fonte natural. Daí o titulo : "Magia natural" Porta será
o primeiro a estudar cientificamente as lentes , a descrever um telescópio,
a predizer a fotografia . Ele tem , portanto , merecido lugar na história
das ciencias. Mas ele foi menos estudado no domínio que nos interessa. O Cardeal d'Este , que se
apaixonava pelos seus trabalhos , fundou em 1700 uma organização
, que se reunia em sua casa , e que se chamava , muito significativamente,
Academia de Segredos . Muitos vêem nela a primeira academia de ciencias.
De minha parte, eu (J.Bergier) a vejo acima de tudo como um organismo intermediário
entre os agrupamentos desconhecidos da Idade Média e do inicio da
Renascença , e o Colégio Invisivel , do qual ja falamos muito.
Observemos de passagem que , sobre a Rosa-Cruz, cujos escritos mencionam
constantemente os demonios, assim como as lâmpadas perpétuas
que lhes deixaram, Fulcanelli escreveu, e com razão : "Os adeptos portadores
do titulo são sómente irmãos pelo conhecimento e pelo
sucesso de seus trabalhos. Nenhum juramento era exigido , nenhum estatuto
os ligava entre si, nenhuma regra além da disciplina hermética
livremente aceita, voluntáriamente observada, influenciava seu livre
arbítrio. Foram e são ainda isolados, trabalhadores dispersos
no mundo, pesquisadores cosmopolitas, segundo a mais estreita acepção
do termo. Como os adeptos não reconheciam nenhum grau de hierarquia
, a Rosa-Cruz não era uma graduação , mas apenas a
consagração de seus trabalhos secretos, a da experiencia,
luz positiva cuja fé viva lhes havia revelado a existencia . . .
Jamais houve entre os possuidores do título outro laço senão
a verdade cientifica confirmada pela aquisição da pedra.
Se os Rosa-Cruzes são irmãos pela descoberta, o trabalho
e a ciência, irmãos pelas obras e pelos atos, isso ocorre
com um conceito filosófico , o qual considera todos os individuos
como membros da mesma familia humana" Quer dizer que não
creio absolutamente em uma organização estruturada dos Rosa-Cruzes,
como lojas ou células. Eu creio em encontros entre pesquisadores
livres, alguns dos quais já visitados pelos demonios. Muitos tiveram
em seguida conhecimentos surpreendentes, e pode-se perguntar de onde Cyrano
de Bergerac tirou a descrição de um foguete por estágios
ou de um poste receptor de TSF. Pois.
se os demonios não difundem o saber , eles o transportam talvez
de um pesquisador a outro. Talvez mesmo mantivessem eles fora do alcance
da Inquisição, um centro de saber onde seriam conservados
os manuscritos. Encontram-se estas concepções no esoterismo
judaico da Idade Média. Estas criaturas de luz,
muito ativas, do ano 1.000 ao ano 1.500 , desapareceram totalmente: no
século XVII, são encontrados em pequeno número, e
desaparecem inteiramente no século XVIII. Nada mais em seguida,
senão uma curiosa visão de Goethe, visão que ocorreu
em uma época em que ele estava muito doente. Os demonios deixaram atrás
de si, estranhos objetos. Por exemplo, esta esfera metálica da qual
falam os Templários em suas confissões. Ela não sómente
emitia luz, mas também radiações hoje desconhecidas.
Em Chipre, ela teria destruido várias cidades e muitos castelos.
Quando foi lançada no mar, uma tempestade se elevou e nesta região
nunca mais houve peixes. Há também
as lâmpadas perpétuas que se encontram tanto na tradição
judaica da Idade Média , como na do Islã ou da Rosa-Cruz:
as lâmpadas funcionariam indefinidamente , sem azeite, sem produto
que queima ou se consome. Não se podia toca-la, sob pena de provocar
uma explosão capaz de destruir uma cidade inteira. Também
aí encontra-se a utilização de forças , de
energia, que parecem físicas , e que não correspondem aos
conhecimentos da época. Muitos textos judaicos afirmam que estas
lâmpadas provêm de lâmpadas do céu. Infelizmente, nenhum dos
relatos que datam da Renascença ou de depois e que fazem alusão
às lampadas deste tipo encontradas em tumbas na Alemanha e Inglaterra,
puderam ser confirmados. Lâmpadas muito estranhas e de grande beleza
foram encontradas em Lascaux, mas ignora-se como funcionavam. Uma tradição
persistente afirma que a descoberta de um túmulo secreto contendo
uma lâmpada perpétua teria sido a origem da criação
da maçonaria inglesa. Esta descoberta teria ocorrido poucos anos
antes da iniciação de Elias Ashmole em Warrington, em 1646.
Nada o confirma. De modo geral, todas as tentativas de ligar a franco maçonaria
a tradições anteriores a 1600 têm o presente momento
, abortado. Tem-se pretendido , em particular
, que a Ordem do Templo não tenha sido perseguida na Inglaterra,
como sistematicamente o foi em toda a Europa, e que os sobreviventes da
Ordem teriam fundado a maçonaria inglesa, transportando diretamente
as tradições da Ordem para esta fundação, mais
ou menos em 1600. Muitos maçons sinceros crêem nesta tradição,
mas nunca eu jamais encontrei quem a confirmasse verdadeiramente.
Nós temos documentos certos que provam que as lojas maçonicas
funcionavam na Escócia já em 1599. Nada antes disso. De que
há ligações entre a maçonaria e as "criaturas
de luz", vindas para ensinar , não há duvida. Mas não
se pode sustentar que se possa deduzir que a maçonaria prolongou
a tradição dos "guardiões do céu". Esta tradição
corresponde às aparições precisas , humanamente controláveis,
e que determinaram uma fase precisa
da série de intervenções hipotéticas estudadas
neste livro. Para um homem da Idade Média , fosse ele cristão
, muçulmano ou judeu, seria tão natural discutir com um ser
de luz como receber a visita de um viajante de país longinquo.
Se estas criaturas inspiravam curiosidade e por vezes cobiça pelos
conhecimentos que possuiam, nunca inspiraram medo ou terror. A partir de
um certo nível de cultura, parecia que os cristãos , muçulmanos
ou judeus, acreditavam num Centro onde o alto saber era conservado e onde
os visitantes vinham até eles. Eis porque, por exemplo, a visita
dos embaixadores vindos do reino do Padre João provocou curiosidade,
mas não surpresa. Hoje em dia, certos eruditos
do Islão acreditam na existencia desses Centros, mas poucas pessoas
na Europa , ou na América o crêem. Em compensação
na Idade Média , a existencia deste Centro e de um Rei do
Mundo governado a partir deste Centro, era geralmente admitida, e parecia
totalmente natural que esse rei enviasse mensageiros. Assim como
é natural para os primitivo, hoje, ver pousar aviões, provenientes
dos Estados Unidos ou do Japão, em regiões da Nova Guiné
ou da América do Sul, onde não existe contato com a
civilização avançada. Os habitantes dessas regiões
sabem da existencia de um ou vários centros de civilização
mais avançada que a sua. Mas fazem idéias extremamente vagas
desses centros, se bem que fundamentem nessas visitas religiões
que se chamam "os Cultos do Cargo". Do muito tempo dos demonios
luminosos nos resta um manuscrito que poderia talvez nos revelar os segredos
se soubermos decifra-lo. É o famoso manuscrito Voynich. Algumas palavras antes de
entrar no mistério do manuscrito. A criptografia , arte de compor
mensagens secretas , se desenvolveu paralelamente à alquimia e ao
esoterismo. Para não dar mais do que dois exemplos. Trithème
e Blaise de Vigenère são , ao mesmo tempo, dois grandes alquimistas,
dois grandes mágicos e pioneiros da criptografia. Se, graças
a eles, a criptografia progrediu até chegar a ser uma ciência
exta, a arte de decifrar mensagens sem conhecer os códigos ou os
simbolos é muito menos avançada. Os grandes ordenadores,
certamente, facilitam o trabalho, mas não o fazem por si mesmos.
Um grande decifrador funciona graças a uma espécie de percepção
extra-sensorial, que o faz descobrir a informação num caos
de numeros e letras. Como testemunha esta anedota
que vivi: Um dos grandes decifradores franceses, cujo nome não me
é possivel citar, foi insistentemente procurado por um cura que
afirmava ter inventado um código à prova de qualquer decifração.
Finalmente, o decifrador consentiu em recebe-lo. Assisti à entrevista.
O cura se sentou e estendeu a meu amigo uma folha de papel recoberta de
grupos de cinco letras. Meu amigo deu uma olhadela , e cinco segundos depois
dizia: -
Senhor Padre, o texto evidente de vossa mensagem é: Duas pombas
se amam com amor terno, de La Fontaine O
cura se persignou , aterrorizado. Perguntou: -
Como pode o senhor. . . ? E
ele me respondeu : -
Nem eu mesmo sei. Qualquer coisa na estrutura da mensagem me sugeria: Duas
pombas se amam com amor terno. Se este relampejar de gênio
não existisse, a decifração seria impossivel. Uma
idéia muito simples pode se ocultar totalmente,
porque o decifrador não pensa nela. Estamos agora prontos a
enfrentar os mistérios do manuscrito Voynich. Este manuscrito poderá
ser seu, se quiser pagar por ele um milhão e cem mil francos novos.
Tem duzentas e quatro páginas, vinte e oito outras foram perdidas.
Não se pode decrifar uma só palavra. Por que então
esse preço astronomico, por que desperta tanto interesse? É que, quando o manuscrito
foi descoberto em 1912 pelo especialista em livros raros, Wilfrid Voynich,
ele tinha comprado da escola de jesuitas de Mondragone, em Frascati.
Itália , documentos antigos da Companhia. Documentos sensacionais
. Uma missiva de 19 de agosto de 1966 , assinada por Johanes Marcus MArci,
reitor da Universidade de Praga, recomendava o manuscrito ao Padre Athanase
Kircher, o mais célebre criptografo de seu tempo. O reitor afirmava
que o manuscrito era de Roger Bacon. O manuscrito foi oferecido por volta
de 1585 ao Imperador Rodolfo II pelo alquimista e mágico John Dee,
que não havia conseguido decifra-lo, mas estava persuadido que ele
continha os mais formidáveis segredos. Voynich levou o manuscrito
aos Estados Unidos , onde os melhores decifradores inclusive os das Forças
Armadas Americanas , o examinaram , sem nenhum sucesso. Em 1919 , Voynich
tirou fotocópias do manuscrito e levou-as ao professor William Romaine
Newbold, que era um grande decifrador e havia prestado inumeráveis
bons serviços ao governo americano. O professor de filosofia, Newbold,
com cinquenta e quatro anos de idade, era um homem de cultura prodigiosa.
Pretendia-se na época ser ele o unico a saber onde estava
o Santo Graal. Em abril de 1921 , Newbold
anunciou os primeiros resultados. Fantásticos. Segundo os textos,
Roger Bacon havia identificado a nebulosa de Andromeda como uma galáxia,
conhecia os cromossomos e seu papel, construira um microscópio,
um telescópio e outros instrumentos. Isto causou sensação
no mundo inteiro, mas muitos outros decifradores não estavam de
acordo com a solução de Newbold. Esta , de qualquer
modo, não era senão parcial e cobria , no máximo ,
um quarto do manuscrito. Parece que em certo momento o próprio método
de codificação do manuscrito se modifica . Era preciso encontrar a
solução completa. Newbold não teve tempo de fazê-lo
antes de sua morte, em 1926. Seu trabalho foi continuado por um dos seus
colegas, Rolland Grubb Kent, que publicou resultados bem recebido por certos
historiadores , não tão bem por outros. A grande objeção
feita ao trabalho de Newbold era que Bacon não podia , em sua época
, conhecer as nebulosas espirais nem a constituição do nucleo
celular. Eu ( J.Bergier) não estou totalmente de acordo com essa
objeção: se Bacon entrou em contato com o exterior, pode
muito bem ter recebido informações que parecem provir do
seu futuro, e mesmo do nosso futuro. Em 1944, o Cel. William
F. Friedman, que durante a Segunda Grande Guerra decifrou o código
japonês, organizou um grupo multidisciplinar constituido por matemáticos
, historiadores, astrônomos e especialistas em criptologia. Este
grupo utilizou máquinas muito aperfeiçoadas mas não
conseguiu decifrar o manuscrito. Entretanto, encontrou-se a razão
deste malogro: o manuscrito não era escrito em inglês, nem
em latim, mas em uma lingua artificial, inventada não se sabe por
quem ( as primeiras linguas artificiais datam do século XVII e são
muito posteriores a Bacon), e não correspondem a nenhuma lingua
humana conhecida. Nestas condições, como Newbold pôde
decifrar uma parte, pelo menos, do manuscrito? Por uma intuição
genial, que o conduziu ao sentido pela linguagem artificial, mas que não
se aplica a certas partes do manuscrito. As pesquisas continuam. Todo mundo
se põe de acordo com o fato de que este manuscrito apresenta sentido
e que não é brincadeira ou mistificação. Voynich
morreu em 1930 , sua mulher em 1960, e seus herdeiros venderam o manuscrito
a um livreiro de Nova York, Hans P. Kraus, que pede atualmente por ele
um milhão e cem mil francos. E Kraus declarou recentemente que ,
decifrado, o manuscrito valerá dez milhões de dólares. Pretendeu-se propor métodos
de decifração fundados na "linguagem dos demonios luminosos",
que John Dee descreveu com certa precisão. Essas tentativas fracassaram.
Um dos objetivos da INFO (International Fortiana) que
continuou a obra de Charles Fort, é decifrar o manuscrito Voynich.
Até o presente, não o conseguiu. O segredo dos demônios
e talvez outros ainda mais extraordinários se encontram nestas páginas
recobertas de uma escrita medieval.
Extraido do livro Os
Extraterrestres na História de Jacques Bergier -
Editora Hemus - 1970
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Esfera de metal vinda do espaço expele material biológico e intriga cientistas
Pesquisadores
consideram hipótese de que misterioso objeto seja uma espécie de
‘semente’ enviada por alienígenas para propagar novas formas de vida na
Terra
A ideia de uma civilização extraterrestre
avançada enviar ao nosso planeta uma cápsula contendo material biológico
parece pura ficção científica, certo? Pois saiba que o cenário é levado
a sério por pesquisadores das universidades de Birmingham e de
Sheffield, na Inglaterra, depois de uma descoberta recente e
completamente extraordinária.
Ao enviar balões a uma altitude de 27 quilômetros para coletar
partículas na estratosfera, o grupo de astrobiólogos acabou capturando
uma minúscula esfera metálica. Para a surpresa de todos, o interior
estava repleto de um líquido biológico viscoso, que possivelmente
continha material genético e jorrava para fora através de um orifício.
Ao que tudo indica, nunca algo parecido foi encontrado na Terra.
“Uma teoria é de que a esfera tenha sido enviada por alguma civilização
desconhecida para continuar semeando o planeta com vida”
Milton Wainwright, astrobiólogo
Os cientistas têm certeza de que a estrutura veio do espaço pois
provocou um impacto considerável ao se chocar com o balão, algo que não
teria ocorrido se não fosse a alta velocidade de reentrada atmosférica.
“É uma bola de diâmetro comparável ao de um cabelo humano, que tem vida
filamentosa na parte externa e um material biológico espesso escorrendo
de seu centro”, resumiu o líder do estudoMilton Wainwright, do Centro de Astrobiologia da Universidade de Birmingham, ao jornal britânico Express.
A equipe ficou ainda mais perplexa quando análises de raios X revelaram
a composição da esfera: titânio, com traços de vanádio. Diversas
hipóteses foram levantadas a respeito da origem do estranho objeto,
sendo que a mais provável para os pesquisadores sugere que ele tenha
chegado até a Terra por meio de um cometa. O que já é uma enorme
descoberta.
Outras possibilidades, no entanto, vão mais além. “Uma teoria é de que a
esfera tenha sido enviada por alguma civilização desconhecida para
continuar semeando o planeta com vida”, especula Wainwright. E esta
vida, inclusive, poderia representar graves riscos à espécie humana,
como a propagação de doenças mortais.
A ideia de que a vida na Terra tenha surgido a partir de cometas ou de outras formas semelhantes é chamada de panspermia,
e apesar de ainda encontrar resistência no meio científico, foi
amplamente defendida por cientistas como Francis Crick, um dos
descobridores da estrutura do DNA, e também pelo astrônomo Carl Sagan.
Pesquisas recentes apontam cada vez mais para a existência de um
intercâmbio de matéria entre a atmosfera terrestre e o cosmos, e também
para o fato de que material genético e também certos tipos de
organismos, como bactérias e vírus, são capazes de sobreviver às
adversidades do espaço.
Fonte: GALILEU
terça-feira, 6 de setembro de 2016
06/09/2016 08h17
- Atualizado em
06/09/2016 08h19
Pesquisa indica que poluição pode danificar cérebro e contribuir para Alzheimer
Estudo
conduzido pela Universidade de Lancaster descobre pela primeira vez que
partículas de compostos de ferro oriundos da poluição de trânsito
chegam em grande número ao cérebro.
É sabido que ambientes poluídos provocam dificuldades respiratórias,
problemas cardíacos e até morte prematura. Agora, um novo estudo traz
mais um motivo de alerta: partículas de compostos de ferro oriundas da
poluição do trânsito podem chegar ao cérebro, explica a professora Barbara Maher, da Universidade de Lancaster.
Amostras do cérebro de corpos de pessoas que viveram e morreram na
Cidade do México - que é um dos lugares mais poluídos do mundo e onde
uma grande nuvem cinzenta paira no ar - foram analisados em um
laboratório da Universidade de Lancaster, na Inglaterra.
Pequenas demais para serem vistos a olho nu, nanopartículas de um óxido
de ferro chamado magnetita foram encontrados nos tecidos cerebrais. As
amostras do México foram comparadas com o mesmo tipo de material
coletado em Manchester.
"Identificamos milhões de partículas de poluição no cérebro. Num grama
de cérebro humano, haverá milhares de partículas. É um milhão de
oportunidades para essas partículas provocarem danos nas células do
cérebro", explica a professora Barbara Maher, da Universidade de
Lancaster.
Magnetita pode ocorrer naturalmente no cérebro em pequenas quantidades,
mas as partículas formadas ali têm um formato irregular distinto.
Já as partículas identificadas no estudo são bem mais numerosas e de
formato diferente, arredondado e regular, características que somente
poderiam ser criadas nas altas temperaturas de um motor de veículos ou
sistema de freios.
"É uma descoberta. É toda uma nova área para ser investigada e
entendida - se essas partículas de magnetita estão causando ou
acelerando doenças neurodegenerativas."
Essas partículas são inaladas - as maiores são barradas no nariz, mas
as menores vão parar nos pulmões e na corrente sanguínea. As minúsculas
podem se conectar aos nervos e seguir direto para o cérebro, onde foram
achadas nesse estudo.
Uma forte suspeita ainda não comprovada empiricamente é que essas
partículas são capazes de quebrar conexões entre as células cerebrais,
exatamente como acontece com doenças como o Alzheimer. Apesar de o
estudo não provar que a poluição no cérebro automaticamente causa
doenças, não está descartada essa possibilidade.
"Esse estudo mostra pela primeira vez que partículas da poluição podem
parar no cérebro. Obviamente isso é muito importante, mas ainda não há
evidência do papel delas no Alzeihmer. Isso é algo que não sabemos", diz
Clare Walton, da organização Alzheimer Society.
"As causas da demência são complexas e até agora não houve pesquisas
suficientes para dizer se viver em cidades ou áreas poluídas aumenta o
risco da doença. "
Ela diz que formas práticas de reduzir os riscos de desenvolver
demência incluem exercícios regulares, uma dieta saudável e evitar o
fumo.
Fonte: G1
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Triste fim
Dilma pagou o preço de sua teimosia e da visão voluntarista da ‘nova matriz econômica’
*Fernando Henrique Cardoso
04 Setembro 2016 | 03h01
Viramos uma triste página. Melhor teria sido que o governo
Dilma Rousseff tivesse competência política e administrativa para chegar
ao final. O que sobrou? Ilusões perdidas de quem acreditou no modo PT
de governar, economia em recessão, desemprego em massa, escândalos, uma
onda de desencanto.
Será a ex-presidente a única responsável? Não. Mas ela foi
incapaz de manter as rédeas do governo e deixou evaporar as condições de
governabilidade. Juntou-se a isso o crime de responsabilidade.
Uma pessoa eleita por 54 milhões de votos é derrubada, sendo
inocente, como repisou a defesa petista? Houve um “golpe congressual”
pela perda da maioria, como nos sistemas parlamentaristas? Tampouco. Em
sua emotiva, mas racional argumentação, a doutora Janaína Paschoal
sumarizou com pertinência o desrespeito às normas constitucionais. O
impeachment requer fundamento jurídico (um desrespeito continuado à
Constituição), mas é também um processo político (a falta de sustentação
congressual e popular) e não tem necessariamente consequências
capituladas no Código Penal. Foi jogando com este último aspecto que a
presidente Dilma apelou retoricamente para sua “inocência” (não roubei,
não tenho conta no exterior, etc.).
Diga-se em sua homenagem que, na parte lida do discurso perante o
Senado e em boa parte da arguição, ela se mostrou “uma guerreira”. Se a
guerrilheira do passado não era tão democrática como afirma, isso não
apaga a nobreza de sua resistência ao arbítrio e à tortura. Tampouco,
entretanto, sua combatividade justifica as “pedaladas fiscais”, os
gastos não autorizados pelo Congresso, as centenas de bilhões de reais
destinados à maciça transferência de renda em benefício de empresas
nacionais e estrangeiras, via BNDES e subsídios fiscais, para não
mencionar o fato de que presidia o Conselho de Administração da
Petrobrás quando a empresa era assaltada em benefício de seu partido e
da “base aliada”.
A presidente Dilma Rousseff pagou com o impeachment o preço de
sua teimosia e da visão voluntarista que se consubstanciou na “nova
matriz econômica”. E pagou também pela má companhia. Se a presidente não
foi autora dos malfeitos, foi beneficiária política deles. Foram tantos
os implicados nessa rede que, aos olhos do povo, ficou condenada toda a
“classe política”. A ruína do governo petista provoca o desabamento do
atual sistema político. Os erros vêm desde quando os partidos
social-democratas (grosso modo, PSDB, PT, PSB e PPS) foram incapazes de
inibir suas idiossincrasias e de conviver, divergindo quando fosse o
caso.
O PT, herdeiro da visão de um mundo dividido em classes e
organizado em torno do eixo direita-esquerda, encarou os
liberal-conservadores, especialmente o PFL, como se fossem uma direita
reacionária. Ao PSDB quis pintar como um partido da elite conservadora. A
fatal decisão do primeiro governo Lula de se aliar aos “pequenos
partidos”, e não ao PMDB – que representava o “centro” –, e transformar o
PSDB em “partido inimigo” deu origem ao mensalão, que posteriormente
encontrou réplica mais ampla no petrolão.
O PT de Lula abriu assim espaço para o oportunismo, o
corporativismo dos vários “centrões”. O atual amálgama dos
ultraconservadores em matéria comportamental com os oportunistas,
clientelistas etc., forma o que eu denomino de “o atraso”. Meu governo e
o de Lula, no início, ainda foram capazes de dar rumo ao País, o que
forçou o atraso a jogar como coadjuvante. Mais recentemente, entretanto,
houve uma inversão: o atraso passou a comandar as ações políticas,
tendo Eduardo Cunha como figura exponencial. O mal-estar na sociedade,
somado às informações sobre desmandos e corrupções que circulam numa
sociedade livre e ao desenvolvimento de instituições estatais de
controle externo, pôs em xeque o arranjo político institucional: o povo e
as instituições reagiram e abriram espaço para a mudança de práticas.
Estamos assistindo, e não só no Brasil, aos efeitos das grandes
transformações econômicas e tecnológicas. Sociedades estruturalmente
fragmentadas por uma nova divisão do trabalho, culturalmente
heterogêneas, com muitas dificuldades para manter a coesão social, com
ampliação gigantesca da acumulação de capitais e interrogações sobre
como oferecer empregos e reduzir a desigualdade.
Nesse tipo de sociedade as distinções de classe se mesclam com
outras formas de identificação social. Nelas, paradoxalmente, os
partidos perdem espaço e as narrativas capazes de juntar massas
dispersas suprem o vazio criado na trama política. Por isso, o slogan:
“É golpe”. O resto, as ligações efetivas dos petistas com interesses
vários, os resultados de suas políticas e a identificação dos grupos que
delas se beneficiaram, fica obscurecido pela força eventual da
narrativa.
O desafio das lideranças renovadoras será criar, mais do que uma
“narrativa”, propostas que desenhem caminhos para a Nação. Teremos
capacidade, coragem e iniciativa para rever posturas, caminhos e
alianças? Terá o PT disposição para uma verdadeira reconstrução e para o
diálogo não hegemônico? E os demais partidos, inclusive e
principalmente o PSDB, serão capazes de aglutinar a maioria, apesar de
inevitáveis divergências?
O que vimos nas semanas passadas foi o rufar de tambores para a
construção de um discurso: uma presidente inocente sendo destronada por
golpistas ansiosos pelo poder. Mau começo para quem precisa se
reinventar. A despeito disso, temos desafios comuns. Ou bem seremos
capazes de reinventar o rumo da política ou novamente a insatisfação
popular se manifestará nas ruas, sabe-se lá contra quem e a favor do
quê. E não basta circus, belas palavras, também é preciso oferecer panis, um rumo concreto para o País e sua gente.
*Sociólogo, foi presidente da república
Fonte: ESTADÃO
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
A misteriosa mensagem que Mussolini enterrou sob obelisco em Roma e que acaba de ser decifrada
Como em um bom filme de suspense, um pergaminho escrito em latim permanece escondido sob um enorme obelisco em Roma, na Itália.
O único obstáculo diante de quem quer ler o seu conteúdo é o próprio obelisco de 300 toneladas, impossível de ser levantado. Apesar
disso, os historiadores Bettina Reitz-Joosse e Han Lamers afirmam ter
conseguido decifrar o que o documento diz, por meio de três fontes quase
desconhecidas encontradas em bibliotecas e arquivos de Roma.
Segundo
eles, o pergaminho ajuda a entender o pensamento do líder fascista
italiano Benito Mussolini (1883-1945) e como ele esperava ser lembrado
pelas gerações futuras.
O documento está enterrado junto com moedas de ouro na base do
Obelisco de Mussolini, construído em 1932 no complexo esportivo Foro
Itálico, então conhecido como Foro Mussolini. Por essa razão, o pergaminho ficou conhecido como Codex Fori Mussolini. "O texto não foi pensado para os contemporâneos de
Mussolini", diz Bettina, professora-assistente de Literatura Latina na
Universidade de Groningen, na Holanda, em entrevista à BBC.
"(A
inauguração do) obelisco foi um grande espetáculo, mas a existência do
texto não foi registrada. Ele foi pensado para uma audiência de um
futuro remoto", acrescenta.
Naquela época, os fascistas tinham descoberto vários tesouros arqueológicos do Império Romano, conta a pesquisadora. "À
medida em que as ruínas eram desenterradas, os fascistas pensavam em
deixar registros de seus próprios feitos para as gerações futuras",
explica.
O que diz o texto?
O documento de 1,2 mil palavras teria sido escrito pelo estudioso de cultura clássica Giuseppe Amatucci em três partes.
A primeira seria uma coletânea dos feitos do facismo e da ascensão de Mussolini ao poder.
Essa
parte descreve a Itália como um país à beira do caos após a 1ª Guerra
Mundial, que teria sido resgatada pelo líder fascista.
Segundo o
texto, ele teria recuperado "o país graças a seus conhecimentos e
determinação sobrehumana", assinala Lameres, que trabalha na
Universidade de Humboldt, na Alemanha, e na Universidade Católica de
Lovaina, na Bélgica.
"O texto apresenta Mussolini como uma
espécie de novo imperador romano, mas também, por meio de uma linguagem
bíblica, como redentor do povo italiano", diz ele.
A segunda parte
trata da Juventude Fascista, sobre cuja sede foi construído o obelismo,
e de seus programas destinados aos jovens. A terceira parte se concentra na construção do Foro Itálico e do obelisco. Junto com o texto se encontra uma medalha que retrata Mussolini com a cabeça coberta por uma pele de leão. Não era raro no Renascimento ─ explicam os
especialistas ─ que medalhas fossem enterradas sob obeliscos. Mas,
segundo eles, a descoberta de um longo e detalhado texto é inédita.
Por que em latim?
Bettina
Reitz-Joosse, da Universidade de Groningen, acredita que a opção pela
língua morta também tinha o objetivo de reforçar o vínculo entre o
Império Romano e o auge do fascismo.
Além disso, ela assegura que os fascistas estavam tentando ressuscitar o latim como língua internacional do fascismo. "Fazia
parte dos objetivos dos fascistas criar um equivalente à Internacional
Comunista", diz Reitz-Joosse, em alusão ao nome dado aos vários
movimentos comunistas de cunho internacional.
"Esses planos, contudo, fracassaram", explica.
Paradoxalmente,
os estudiosos cogitam que ao enterrá-lo debaixo do obelisco, os
fascistas talvez esperassem que a descoberta do documento só fosse ser
possível com a queda da estrutura e, consequentemente, do regime.
Mas, "de nenhuma maneira", eles imaginariam a derrocada que sofreriam poucos anos mais tarde, ressalva Reitz-Joosse.
No entanto, a pesquisadora diz que o documento cumpre com seu propósito original de projetar a voz do fascismo no futuro.
"O
texto ainda está ali e pode ser lido. Tudo o que fizemos foi estudá-lo e
analisar as suas estratégias, contextualizá-lo e criticá-lo, mas também
permitir que a sua mensagem seja comunicada sem ruídos", conclui a
estudiosa.
Fonte: BBC BRASIL
DEUS É BRASILEIRO E TUDO VÊ... MAS SABEMOS, NÓS DO BLOG ECLÉTICO, DE FONTE SEGURA, QUE ELE ESTÁ FAZENDO MALAS PARA OS U.S.A. DE VEZ POR TODAS... É QUE ESTE PAÍS NÃO TEM JEITO.