A FRATERNIDADE É UM CONCEITO QUE NÃO SE APLICA ATRAVÉS DE IMPOSIÇÃO POLÍTICA OU RELIGIOSA.
(Ático Demófilo)



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quinta-feira, 5 de outubro de 2017


Por que o Brasil é um país tão desigual?, 

por José Aníbal



Uma série de estudos recém-divulgados jogou luz à questão das desigualdades no Brasil. Sejam quais forem as metodologias e índices utilizados, a constatação é sempre a mesma: somos um país muito atrasado nesse quesito. O grande desafio de oferecer oportunidades e acesso a direitos e serviços públicos de qualidade em um nível mais equânime mostra-se ainda pertinente para a construção de um futuro mais próspero e promissor.
Há diversas formas de se medir a desigualdade no Brasil. A questão, porém, não se restringe a contabilizar quanto ganham os mais ricos, os mais pobres e a grande massa intermediária. Claro que é importante buscar meios de incrementar a renda dos mais pobres e estimular a mobilidade social, mas o que é de fato fundamental é entender as causas, os fatores que levam o país às piores posições de quaisquer comparativos internacionais de desigualdade.
Para começar, há uma distorção do papel do Estado e de suas políticas públicas relacionadas ao “ponto de partida” e à “linha de chegada” da corrida social. O papel prioritário de qualquer governo deve ser prover os mais necessitados de condições básicas para manter a si e a sua família, ofertar saneamento, serviços de saúde e educação de qualidade. A igualdade a ser perseguida é essencialmente no ponto de partida, isto é, reduzir as diferenças entre uma criança rica e outra pobre e permitir que, cada uma, atinja o ápice de suas capacidades.
A experiência internacional mostra que é preciso fazer um investimento massivo e consistente na educação de uma criança logo em seus cinco, seis primeiros anos de vida. Negligenciar esse período de formação educacional é condená-la a ter menos oportunidades de crescimento profissional e, consequentemente, de renda e qualidade de vida. Está aí uma das chaves para entender por que Brasil e Coreia do Sul eram tão similares no fim dos anos 1970, em termos de renda per capita, e hoje um coreano médio ganha três vezes mais que um brasileiro.
Outro fator importante a ser enfrentado são os sistemas que beneficiam poucos em detrimento de muitos. Como já expus em outras oportunidades, as regras de aposentadorias e pensões no Brasil são um estímulo à desigualdade, ainda que o INSS seja visto como um instrumento de redistribuição de renda.
Na prática, ocorre o inverso: uma grande massa de beneficiários, mais de dois terços, recebe o pagamento mínimo, equivalente a um salário mínimo, enquanto poucos privilegiados ainda contam com o benefício máximo do INSS – cerca de 5,5 salários mínimos – e mais outras benesses decorrentes das aposentadorias especiais. É isso que tornou o sistema previdenciário irracional e insustentável. Devemos persistir nessa missão, pois as resistências corporativistas e patrimonialistas seguem resilientes em interditar uma medida importantíssima não só do ponto de vista fiscal, mas também de construção de um país com menos privilégios.
Outro sistema que em nada ajuda a reduzir as desigualdades é o tributário. Arrecada-se mais do consumo do que do patrimônio e da renda, ao contrário do que recomenda a experiência internacional. Assim, as famílias com renda mais limitada comprometem muito mais seu orçamento com tributos do que os mais abastados, que ainda contam com mais instrumentos de isenção tributária. Muito além de uma disputa federativa entre União, estados e municípios, o sistema de impostos brasileiro precisa de uma reforma que o torne mais justo, reduzindo o peso sobre os mais pobres e elevando a participação dos que podem contribuir mais, sem abusos nem proselitismos.
Discutir e estimular a redução das desigualdades no Brasil deve ser a missão primeira de todo agente público. Não é tarefa fácil promover mudanças estruturais efetivas e de efeito duradouro, como foi por exemplo a estabilização da moeda e o fim do ciclo de hiperinflação logrados pelo Plano Real. Um novo choque de reformas precisa ter como objetivo principal, de um lado, acabar com o patrimonialismo que suga recursos do Estado e, de outro, bloquear as iniciativas voluntaristas de curto prazo e baixíssimo poder de transformação. Só assim começaremos a, enfim, deixar de ter a desigualdade como uma marca do Brasil.
Artigo publicado no Blog do Noblat em 4 de outubro de 2017.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017


BNDES: o banco é de todos

por Yeda Crusius

 

O maior de todos os acionistas do BNDES é o Governo Federal. O Governo Federal não tem dono. Portanto, o BNDES também não. Acompanho surpresa a reação dos gestores do Banco que anunciam publicamente que vão acionar o TCU porque não querem devolver 180 bilhões de reais ao Tesouro Nacional, como o governo pretende ao apresentar seu orçamento geral para o Congresso Nacional analisar, e modificar no que achar pertinente. Ora, o banco tem em caixa hoje 200 bilhões de reais, e a cada pouco entram mais recursos advindos dos que tiveram créditos aprovados e vão tendo que devolver em suaves prestações. E o TCU tem que acompanhar tudo sempre – embora não tenha evitado os maus negócios quando eles iam se sucedendo, principalmente no Governo Dilma.

Não sei se a J&S vai devolver os muitos bilhões que tomou de nós, de nossos impostos transferidos na era Lula-Dilma, do Tesouro Nacional para a conta do banco. Com esses bilhões a empresa se transformou na gigantesca empresa que é, e não só de proteína animal. Tem de tudo, de chinelo a alimentos. Fora as propinas. Que coisa. Com seus donos presos, o Conselho de Administração busca substitutos aos irmãos para evitar que o gigante do Lula vá à breca. O BNDES tem 2 assentos nesse conselho, porque detém 21,3% da empresa. Portanto, responde tanto pelos maus negócios feitos no passado quanto pela necessária reestruturação da firma. Que devolvam vendendo o que compraram com nossos impostos. Não sendo como a Petrobrás, que é estatal e vai se reestruturando com competência, sendo seus lucros distribuídos a seus verdadeiros proprietários dos milhões de ações da empresa, que faça dentro das regras do mercado privado.  

O que sabemos é que a Venezuela não vai honrar os bilhões de “empréstimo” que tomou do BNDES para fazer infraestrutura com obras da Odebrecht. Também não sei se vão devolver os empréstimos Angola, Cuba, e outras ditaduras financiadas pelo BNDES, o banco que não tem dono, mas que teve recentemente expropriadores descarados, e “sócios” como os gigantes do Lula – Eike, Odebrecht, J&S. Se esses países não devolverem, então consideram que receberam doações do banco por parte de seus companheiros bolivarianos do Brasil… E teremos que assumir, como terão que assumir os milhares de participantes dos fundos de pensão das estatais depenadas, para poder receber suas aposentadorias cobrindo o furo de 18 bilhões perdidos com as más aplicações dos sindicalistas que os geriram.

Sendo as investigações aprofundadas, com TCU e outros órgãos de fiscalização e controle, quem sabe possamos tirar dos que usurparam o dinheiro público a parte que lhes toca. Ou pelo menos uma parte, fazendo justiça não apenas em anos de cadeia, mas em caixa mesmo.

(*) Yeda Crusius é economista e deputada federal pelo PSDB/RS em seu quarto mandato. Já ocupou os cargos de Ministra do Planejamento e Governadora do RS. (foto: George Gianni)



quarta-feira, 27 de setembro de 2017




A PARADINHA AQUI NÃO É DA ANITTA... É A PARADINHA MUSICAL DO BLOG "SEARCHING..." 

EIS O QUE OS SEGUIDORES DO "SEARCHING..." ESTÃO OUVINDO E VENDO:


22 de set de 2017

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017


Voto distrital misto

por Marcello Richa

Em 14/09/2017



Um dos temas mais relevantes discutidos na atual reforma política é a possível adoção de um novo sistema de votação, uma vez que o atual modelo proporcional não contempla os anseios da sociedade e diminui a capacidade de decisão do eleitor. Nesse cenário, o distrital misto surge como uma opção mais democrática, próxima da sociedade e transparente em relação aos resultados eleitorais.

Pesquisa recente do Instituto Ipsos indicou que 94% dos eleitores brasileiros não se sentem representados pelos políticos em que já votaram. Isso ocorre devido à ineficiência dos representantes públicos, bem como pela distância e falta de sintonia entre os políticos e a sociedade. A mesma pesquisa mostrou também que 81% dos entrevistados consideraram que o problema do país é o sistema político.

Em artigo publicado no mês de agosto ressaltei a opção de adoção do parlamentarismo, defendido historicamente pelo PSDB, para mudar o cenário de instabilidade econômica e política que o presidencialismo brasileiro tornou constante. Entre os passos essenciais para essa mudança estão à diminuição de partidos, que já alcançou 35 siglas e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda analisa a criação de mais 56 legendas, o fim das coligações proporcionais e, especialmente, a implantação do voto distrital misto.

É fácil perceber no atual modelo de votação grandes discrepâncias e diluição do voto, uma vez que nomes fortes e considerados “puxadores de votos” conseguem levar consigo candidatos que conquistaram menos apoio da sociedade, mas que são beneficiados pela proporcionalidade.

Exemplos disso podem ser encontrados em todos os estados brasileiros e muitas vezes permitem que candidatos com votações duas ou três vezes menores que outros tenham condições de assumir mandatos.

A opção do voto distrital misto agregaria as melhores características do sistema proporcional, garantindo pluralidade e espaço para representantes de grupos sociais ou minorias, bem como valorizaria também os candidatos mais votados sem beneficiar, de maneira proporcional, outros nomes que conquistaram menos apoio da população.

Isso acontece porque no distrital misto a população realizaria dois votos para o legislativo: o primeiro para um candidato do seu distrito e o segundo para um partido. Caberia as legendas indicar um único candidato por distrito para concorrer ao Legislativo, o que reduziria os gastos de campanha, diminuiria o número absurdo de candidatos e faria com que eles atuassem em uma área menor e mais próxima dos eleitores. Dessa forma, pessoas atuantes em determinadas regiões teriam uma chance real de se elegerem e a população teria mais acesso para cobrar, fiscalizar e acompanhar o desempenho dos seus representantes.

A divisão do legislativo por meio do voto distrital misto geralmente é realizada com metade formada por vencedores de cada distrito (e, consequentemente, com uma atuação mais regionalizada) e a outra por candidatos dos partidos que receberam mais votos, valorizando o debate partidário, ideológico e de diferentes causas sociais.

O voto distrital misto garante a pluralidade política, facilitando a formação de maiorias parlamentares sem eliminar a representação de minorias. Logicamente que não será apenas a adoção desse sistema que irá resolver todos os problemas da política brasileira, mas é um passo na direção certa para recuperar a credibilidade e fazer com que, gradualmente, a população venha a sentir-se realmente representada pelos seus candidatos.

Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR).

Fonte: www.psdb.org.br

sábado, 23 de setembro de 2017




"CONTROLE"

_ Amigo, o quê você pretende fazer, agora que descobriu que sua mulher lhe trai?
_ Vou proceder da forma correta...
_ Não faça besteira, viu?... Quer dizer... você é um homem poderoso... no seu destino, muitos destinos se abrigam...
_ Meu caro amigo, o que farei é simples e arrazoado.
_ Diga.
_ Nela, a mulher traíra, infiel, dou um pé na buzanfa!
_ Boa! Atitude acertada... ela sairá sem nada?
_ Não, amigo. Darei a ela um módico pagamento mensal, por um ano, para que ela subsista sem necessidade de recorrer a subterfúgios jurídicos...
_ E, depois?
_ Depois? Mais nada. Foi ela que errou, colocando em risco nossa estampa social...
_ E ele?
_ o homem só consegue quando a mulher quer... se não foiu estupro, ela fraquejou, entao.
_ Verdade, meu amigo. Ainda bem que a situação não viralizou, como se diz hoje em dia...
_ Apenas uma coisa me incomoda, meu caro amigo...
_ Diga.
_ Não confio muito na competência do meu advogado, atualmente... vou trocar, pra garantir. Preciso ter a certeza de que tudo vai acabar bem.
_ Isso mesmo. sem sangue, sem vendeta.
_ A melhor vingança é dar a volta por cima...
_  Mas, fica uma última questão...
_ Qual?
_ Você é poderoso, já falamos, um ícone. Que satisfação vai dar aos outros amigos pro 
seu descasamento?...
_ Problemas sérios na empresa... eles afetaram minha vida pessoal. Só.
_ É... acho que o pacote tá bem amarrado.









segunda-feira, 28 de agosto de 2017