A FRATERNIDADE É UM CONCEITO QUE NÃO SE APLICA ATRAVÉS DE IMPOSIÇÃO POLÍTICA OU RELIGIOSA.
(Ático Demófilo)



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TÁ AFIM DE SACANEAR O BLOG ECLÉTICO?

BANCO: ITAÚ
CONTA: 78817-1
AGÊNCIA: 6133








quinta-feira, 7 de junho de 2018

sexta-feira, 3 de novembro de 2017


O BLOG ECLÉTICO JÁ ESTÁ FAZENDO PARTE DESTA CAMPANHA NACIONAL DE MORALIZAÇÃO DA NAÇÃO, VISANDO DEVOLVER À FAMÍLIA BRASILEIRA O DIREITO DE ESCOLHA... 

QUEM QUISER:

EXIBIR BEIJO GAY DE DUAS VELHAS OU DE DOIS MENINOS MENORES DE DEZ ANOS ÀS 21:00, NO HORÁRIO NOBRE?????

QUE EXIBA... MAS NINGUÉM É OBRIGADO A VER.

LUTA IDEOLÓGICA:
SEM QUEBRA-QUEBRA, SEM VIOLÊNCIA.
USE O BOTÃO DO SEU CONTROLE REMOTO, DESLIGUE, OU MUDE DE CANAL.

A VIDA É MUDANÇA!
MUDA BRASIL



QUANDO TENTAREM TE ENROLAR PRA OBTER SEU VOTO NAS URNAS NA PRÓXIMA ELEIÇÃO, PENSE NISTO:



 

terça-feira, 10 de outubro de 2017



O OLHO DE HÓRUS


1- ESCOLA DE MISTÉRIOS



2- OSIRIS, O SENHOR DA REENCARNAÇÃO



3- A ESFINGE, GUARDIÃ DO HORIZONTE



4- A FLOR DA VIDA



5- SAQQUARA, O COMPLEXO DE CRISTAL



6- A MÁQUINA QUANTICA



7- DENDERA, O AMANHECER DA ASTRONOMIA



8- EDFU, O CAMINHO DA COMPREENSÃO



9- KOM OMBO, O PORTAL DA LIBERDADE



10- PHILAE, O PRINCÍPIO FEMININO








PENSE:

Se na Vida
É tudo trocado

ROMA
ou
AMOR

Escolha seu lado...

 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017




O PERDÃO DESEQUILIBRA


Nunca entre numa guerra se não tiver a certeza de vencer e, também, ter a justiça como soldado.

Não devemos perdoar porque o perdão não conserta o erro e nem ensina o que é certo a quem errou.
Só o castigo ensina.
Só sendo castigado o que errou aprende.

Nunca humilhe ninguém, nem ao inimigo, porque isso gera a vingança.

A vingança é um direito adquirido, que se adquire na humilhação.

O justo que se vinga, faz justiça.

A justiça é o equilíbrio do mundo.

Num mundo equilibrado não há guerras.




(Siriso Proclama)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017


Por que o Brasil é um país tão desigual?, 

por José Aníbal



Uma série de estudos recém-divulgados jogou luz à questão das desigualdades no Brasil. Sejam quais forem as metodologias e índices utilizados, a constatação é sempre a mesma: somos um país muito atrasado nesse quesito. O grande desafio de oferecer oportunidades e acesso a direitos e serviços públicos de qualidade em um nível mais equânime mostra-se ainda pertinente para a construção de um futuro mais próspero e promissor.
Há diversas formas de se medir a desigualdade no Brasil. A questão, porém, não se restringe a contabilizar quanto ganham os mais ricos, os mais pobres e a grande massa intermediária. Claro que é importante buscar meios de incrementar a renda dos mais pobres e estimular a mobilidade social, mas o que é de fato fundamental é entender as causas, os fatores que levam o país às piores posições de quaisquer comparativos internacionais de desigualdade.
Para começar, há uma distorção do papel do Estado e de suas políticas públicas relacionadas ao “ponto de partida” e à “linha de chegada” da corrida social. O papel prioritário de qualquer governo deve ser prover os mais necessitados de condições básicas para manter a si e a sua família, ofertar saneamento, serviços de saúde e educação de qualidade. A igualdade a ser perseguida é essencialmente no ponto de partida, isto é, reduzir as diferenças entre uma criança rica e outra pobre e permitir que, cada uma, atinja o ápice de suas capacidades.
A experiência internacional mostra que é preciso fazer um investimento massivo e consistente na educação de uma criança logo em seus cinco, seis primeiros anos de vida. Negligenciar esse período de formação educacional é condená-la a ter menos oportunidades de crescimento profissional e, consequentemente, de renda e qualidade de vida. Está aí uma das chaves para entender por que Brasil e Coreia do Sul eram tão similares no fim dos anos 1970, em termos de renda per capita, e hoje um coreano médio ganha três vezes mais que um brasileiro.
Outro fator importante a ser enfrentado são os sistemas que beneficiam poucos em detrimento de muitos. Como já expus em outras oportunidades, as regras de aposentadorias e pensões no Brasil são um estímulo à desigualdade, ainda que o INSS seja visto como um instrumento de redistribuição de renda.
Na prática, ocorre o inverso: uma grande massa de beneficiários, mais de dois terços, recebe o pagamento mínimo, equivalente a um salário mínimo, enquanto poucos privilegiados ainda contam com o benefício máximo do INSS – cerca de 5,5 salários mínimos – e mais outras benesses decorrentes das aposentadorias especiais. É isso que tornou o sistema previdenciário irracional e insustentável. Devemos persistir nessa missão, pois as resistências corporativistas e patrimonialistas seguem resilientes em interditar uma medida importantíssima não só do ponto de vista fiscal, mas também de construção de um país com menos privilégios.
Outro sistema que em nada ajuda a reduzir as desigualdades é o tributário. Arrecada-se mais do consumo do que do patrimônio e da renda, ao contrário do que recomenda a experiência internacional. Assim, as famílias com renda mais limitada comprometem muito mais seu orçamento com tributos do que os mais abastados, que ainda contam com mais instrumentos de isenção tributária. Muito além de uma disputa federativa entre União, estados e municípios, o sistema de impostos brasileiro precisa de uma reforma que o torne mais justo, reduzindo o peso sobre os mais pobres e elevando a participação dos que podem contribuir mais, sem abusos nem proselitismos.
Discutir e estimular a redução das desigualdades no Brasil deve ser a missão primeira de todo agente público. Não é tarefa fácil promover mudanças estruturais efetivas e de efeito duradouro, como foi por exemplo a estabilização da moeda e o fim do ciclo de hiperinflação logrados pelo Plano Real. Um novo choque de reformas precisa ter como objetivo principal, de um lado, acabar com o patrimonialismo que suga recursos do Estado e, de outro, bloquear as iniciativas voluntaristas de curto prazo e baixíssimo poder de transformação. Só assim começaremos a, enfim, deixar de ter a desigualdade como uma marca do Brasil.
Artigo publicado no Blog do Noblat em 4 de outubro de 2017.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017


BNDES: o banco é de todos

por Yeda Crusius

 

O maior de todos os acionistas do BNDES é o Governo Federal. O Governo Federal não tem dono. Portanto, o BNDES também não. Acompanho surpresa a reação dos gestores do Banco que anunciam publicamente que vão acionar o TCU porque não querem devolver 180 bilhões de reais ao Tesouro Nacional, como o governo pretende ao apresentar seu orçamento geral para o Congresso Nacional analisar, e modificar no que achar pertinente. Ora, o banco tem em caixa hoje 200 bilhões de reais, e a cada pouco entram mais recursos advindos dos que tiveram créditos aprovados e vão tendo que devolver em suaves prestações. E o TCU tem que acompanhar tudo sempre – embora não tenha evitado os maus negócios quando eles iam se sucedendo, principalmente no Governo Dilma.

Não sei se a J&S vai devolver os muitos bilhões que tomou de nós, de nossos impostos transferidos na era Lula-Dilma, do Tesouro Nacional para a conta do banco. Com esses bilhões a empresa se transformou na gigantesca empresa que é, e não só de proteína animal. Tem de tudo, de chinelo a alimentos. Fora as propinas. Que coisa. Com seus donos presos, o Conselho de Administração busca substitutos aos irmãos para evitar que o gigante do Lula vá à breca. O BNDES tem 2 assentos nesse conselho, porque detém 21,3% da empresa. Portanto, responde tanto pelos maus negócios feitos no passado quanto pela necessária reestruturação da firma. Que devolvam vendendo o que compraram com nossos impostos. Não sendo como a Petrobrás, que é estatal e vai se reestruturando com competência, sendo seus lucros distribuídos a seus verdadeiros proprietários dos milhões de ações da empresa, que faça dentro das regras do mercado privado.  

O que sabemos é que a Venezuela não vai honrar os bilhões de “empréstimo” que tomou do BNDES para fazer infraestrutura com obras da Odebrecht. Também não sei se vão devolver os empréstimos Angola, Cuba, e outras ditaduras financiadas pelo BNDES, o banco que não tem dono, mas que teve recentemente expropriadores descarados, e “sócios” como os gigantes do Lula – Eike, Odebrecht, J&S. Se esses países não devolverem, então consideram que receberam doações do banco por parte de seus companheiros bolivarianos do Brasil… E teremos que assumir, como terão que assumir os milhares de participantes dos fundos de pensão das estatais depenadas, para poder receber suas aposentadorias cobrindo o furo de 18 bilhões perdidos com as más aplicações dos sindicalistas que os geriram.

Sendo as investigações aprofundadas, com TCU e outros órgãos de fiscalização e controle, quem sabe possamos tirar dos que usurparam o dinheiro público a parte que lhes toca. Ou pelo menos uma parte, fazendo justiça não apenas em anos de cadeia, mas em caixa mesmo.

(*) Yeda Crusius é economista e deputada federal pelo PSDB/RS em seu quarto mandato. Já ocupou os cargos de Ministra do Planejamento e Governadora do RS. (foto: George Gianni)



quarta-feira, 27 de setembro de 2017




A PARADINHA AQUI NÃO É DA ANITTA... É A PARADINHA MUSICAL DO BLOG "SEARCHING..." 

EIS O QUE OS SEGUIDORES DO "SEARCHING..." ESTÃO OUVINDO E VENDO:


22 de set de 2017

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25 de set de 2017
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segunda-feira, 25 de setembro de 2017


Voto distrital misto

por Marcello Richa

Em 14/09/2017



Um dos temas mais relevantes discutidos na atual reforma política é a possível adoção de um novo sistema de votação, uma vez que o atual modelo proporcional não contempla os anseios da sociedade e diminui a capacidade de decisão do eleitor. Nesse cenário, o distrital misto surge como uma opção mais democrática, próxima da sociedade e transparente em relação aos resultados eleitorais.

Pesquisa recente do Instituto Ipsos indicou que 94% dos eleitores brasileiros não se sentem representados pelos políticos em que já votaram. Isso ocorre devido à ineficiência dos representantes públicos, bem como pela distância e falta de sintonia entre os políticos e a sociedade. A mesma pesquisa mostrou também que 81% dos entrevistados consideraram que o problema do país é o sistema político.

Em artigo publicado no mês de agosto ressaltei a opção de adoção do parlamentarismo, defendido historicamente pelo PSDB, para mudar o cenário de instabilidade econômica e política que o presidencialismo brasileiro tornou constante. Entre os passos essenciais para essa mudança estão à diminuição de partidos, que já alcançou 35 siglas e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda analisa a criação de mais 56 legendas, o fim das coligações proporcionais e, especialmente, a implantação do voto distrital misto.

É fácil perceber no atual modelo de votação grandes discrepâncias e diluição do voto, uma vez que nomes fortes e considerados “puxadores de votos” conseguem levar consigo candidatos que conquistaram menos apoio da sociedade, mas que são beneficiados pela proporcionalidade.

Exemplos disso podem ser encontrados em todos os estados brasileiros e muitas vezes permitem que candidatos com votações duas ou três vezes menores que outros tenham condições de assumir mandatos.

A opção do voto distrital misto agregaria as melhores características do sistema proporcional, garantindo pluralidade e espaço para representantes de grupos sociais ou minorias, bem como valorizaria também os candidatos mais votados sem beneficiar, de maneira proporcional, outros nomes que conquistaram menos apoio da população.

Isso acontece porque no distrital misto a população realizaria dois votos para o legislativo: o primeiro para um candidato do seu distrito e o segundo para um partido. Caberia as legendas indicar um único candidato por distrito para concorrer ao Legislativo, o que reduziria os gastos de campanha, diminuiria o número absurdo de candidatos e faria com que eles atuassem em uma área menor e mais próxima dos eleitores. Dessa forma, pessoas atuantes em determinadas regiões teriam uma chance real de se elegerem e a população teria mais acesso para cobrar, fiscalizar e acompanhar o desempenho dos seus representantes.

A divisão do legislativo por meio do voto distrital misto geralmente é realizada com metade formada por vencedores de cada distrito (e, consequentemente, com uma atuação mais regionalizada) e a outra por candidatos dos partidos que receberam mais votos, valorizando o debate partidário, ideológico e de diferentes causas sociais.

O voto distrital misto garante a pluralidade política, facilitando a formação de maiorias parlamentares sem eliminar a representação de minorias. Logicamente que não será apenas a adoção desse sistema que irá resolver todos os problemas da política brasileira, mas é um passo na direção certa para recuperar a credibilidade e fazer com que, gradualmente, a população venha a sentir-se realmente representada pelos seus candidatos.

Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR).

Fonte: www.psdb.org.br

sábado, 23 de setembro de 2017




"CONTROLE"

_ Amigo, o quê você pretende fazer, agora que descobriu que sua mulher lhe trai?
_ Vou proceder da forma correta...
_ Não faça besteira, viu?... Quer dizer... você é um homem poderoso... no seu destino, muitos destinos se abrigam...
_ Meu caro amigo, o que farei é simples e arrazoado.
_ Diga.
_ Nela, a mulher traíra, infiel, dou um pé na buzanfa!
_ Boa! Atitude acertada... ela sairá sem nada?
_ Não, amigo. Darei a ela um módico pagamento mensal, por um ano, para que ela subsista sem necessidade de recorrer a subterfúgios jurídicos...
_ E, depois?
_ Depois? Mais nada. Foi ela que errou, colocando em risco nossa estampa social...
_ E ele?
_ o homem só consegue quando a mulher quer... se não foiu estupro, ela fraquejou, entao.
_ Verdade, meu amigo. Ainda bem que a situação não viralizou, como se diz hoje em dia...
_ Apenas uma coisa me incomoda, meu caro amigo...
_ Diga.
_ Não confio muito na competência do meu advogado, atualmente... vou trocar, pra garantir. Preciso ter a certeza de que tudo vai acabar bem.
_ Isso mesmo. sem sangue, sem vendeta.
_ A melhor vingança é dar a volta por cima...
_  Mas, fica uma última questão...
_ Qual?
_ Você é poderoso, já falamos, um ícone. Que satisfação vai dar aos outros amigos pro 
seu descasamento?...
_ Problemas sérios na empresa... eles afetaram minha vida pessoal. Só.
_ É... acho que o pacote tá bem amarrado.









segunda-feira, 28 de agosto de 2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017


11/07/2017

Senado aprova modernização das leis trabalhistas




Após mais de cinco horas de impasse, o plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (11), por 50 votos a 26, o projeto de modernização das leis trabalhistas, uma das principais bandeiras defendidas pelo PSDB para que o país possa retomar o crescimento da economia e a geração de empregos. 

Os senadores rejeitaram todos os destaques apresentados ao texto, o que leva o projeto agora à sanção do presidente da República. Se houvesse mudanças no projeto, já aprovado pela Câmara, ele teria que retornar para nova votação dos deputados.

A proposta aprovada concede permissão para que acordos entre patrões e empregados, com o aval dos sindicatos, sobreponham-se à legislação vigente. O texto também prevê o fim do imposto sindical, a regulamentação do teletrabalho e regras de proteção ao trabalhador terceirizado, entre outras mudanças.

O projeto impõe ainda regras para o ajuizamento de ações trabalhistas, limites a decisões do Tribunal Superior do Trabalho, possibilidade de parcelamento de férias em três períodos e flexibilização de contratos laborais, entre outros pontos.

O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), lembrou que os relatores da proposta na Casa, os senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES), e Romero Jucá (PMDB-RR), fizeram a recomendação de vetos a serem aplicados pelo governo federal ao sancionar a proposta. Entre eles, estão itens que legislam sobre o trabalho insalubre para mulheres grávidas e a jornada de trabalho intermitente.

Invasão

A sessão, que estava marcada para a manhã desta terça, foi suspensa ao meio-dia depois que um grupo de senadoras da oposição impediu o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), de sentar-se à mesa. O vice-presidente da mesa, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), chegou a recolher assinaturas para fazer uma sessão fora do plenário da Casa. A votação foi reaberta pelo presidente do Senado pouco depois das 18h. 

O líder do PSDB na Casa, Paulo Bauer (SC), afirmou que a atitude da oposição é antidemocrática e “quase um crime político”.

“O que está acontecendo hoje no Senado não aconteceu nem na ditadura. Impedir o funcionamento do Senado, ocupando o plenário, é um ato agressivo, antidemocrático, um ato ilegal que não pode ser praticado por senadoras e senadores de nenhum lado, muito menos da oposição. Principalmente quando essa oposição, até pouco tempo, foi governo, fez governo trágico. Um governo que deixou o país sem rumo. E, inconformada com a sua posição hoje de oposição, tenta vencer no grito. No grito ninguém vai construir nada”, argumentou Bauer.

Fonte: www.psdb.org.br

segunda-feira, 3 de julho de 2017


29/06/2017

“Angústia do futebol”

por Marcello Richa






Inegavelmente o esporte tem o poder de despertar paixões nas pessoas. Geralmente isso é algo benéfico e atua como um incentivador para que muitos pratiquem atividades saudáveis, acompanhem competições e se divirtam com os amigos. Porém essa paixão às vezes supera a linha da racionalidade, especialmente no futebol, onde o país possui um extenso histórico de violência e mortes em confronto entre torcedores.

De acordo com levantamento do jornal Lance!, o Brasil registrou 300 mortes ligadas ao futebol desde 1988, isso sem contar os incontáveis casos de agressão, vandalismo e destruição de patrimônio. Apesar de tanto tempo lidando com essa situação de violência, ainda estamos longe de alcançar uma solução para a verdadeira angústia do futebol brasileiro e exemplos recentes deixam isso claro para todos.

Apenas nesse mês assistimos duas situações que escancaram que a violência ainda continua muito presente no futebol. Antes da partida entre Corinthians e Coritiba pelo Campeonato Brasileiro, um torcedor foi brutalmente espancado e por pouco não perdeu a vida. Uma semana depois um torcedor do Goiás foi morto antes da partida contra o Vila Nova, pela Série B do Brasileiro.

Situações trágicas que demonstram a urgência do poder público, clubes, torcidas organizadas e mídia atuarem juntos para fazer do futebol aquilo que ele realmente deveria ser: um espetáculo para famílias e torcedores e um trabalho para os profissionais da área.

Infelizmente no Brasil o tema não recebe a devida atenção, as leis não preveem penas rígidas para a violência de torcedores e ocorre muita impunidade. Dados do Ministério do Esporte mostram que apenas 3% dos assassinatos relacionados ao futebol acabam em condenação, um número absurdo que demonstra a necessidade de mudarmos a nossa abordagem em relação ao problema.

Anos atrás a Inglaterra viveu um cenário no futebol até mais crítico que o do Brasil, mas superou essa realidade e se tornou um exemplo mundial graças a um conjunto de ações que incluíram a participação direta de clubes e da segurança pública. Essa mudança aconteceu devido à implantação e cumprimento de leis mais severas, melhoria de estrutura e ações efetivas de repressão e prevenção.

Entre as principais ações que realizaram estão instalações de câmeras em todos os estádios para monitoramento e verificação da presença de torcedores com comportamento violento, que eram sumariamente retirados. Também criaram a Ordem de Banimento do Futebol, que obriga o torcedor violento a ficar de três a dez anos afastados do estádio (cada vez que seu time jogar, ele tem que se apresentar a uma delegacia). Caso não o faça, é processado e preso.

Lógico que a realidade estrutural e financeira da Inglaterra é bem diferente do Brasil, mas é um exemplo de trabalho preventivo eficaz, que seguido de ações de comunicação com foco na conscientização dos torcedores, podem trazer resultados positivos.

A mudança não acontecerá do dia para a noite, mas com ações intersetoriais, punições severas, constante aprimoramento da polícia e agentes de segurança para lidar com grandes eventos esportivos, fortalecimento da comunicação e maior organização nos estádios, é possível enfrentar a cultura de violência que ainda existe no futebol brasileiro.

Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR)

Fonte: www.psdb.org.br

sexta-feira, 23 de junho de 2017




Arquitetura e mistérios na sede da Rosacruz em Curitiba

Complexo egípcio do Bacacheri abriga a fraternidade mais antiga do mundo

Prédio da administração: o principal símbolo é a cruz com uma rosa em seu meio, que representa o desabrochar da consciência por meio das experiências humanas. Fotos: Letícia Akemi/Gazeta do Povo 
Prédio da administração: o principal símbolo é a cruz com uma rosa em seu meio, que representa o desabrochar da consciência por meio das experiências humanas.
 
Já esteve no Egito? Se não, passe pela Rua Nicarágua, próximo ao Parque do Bacacheri. As construções monumentais com estátuas e ornamentos típicos não deixam dúvida: ali jaz um pedacinho da terra dos faraós. Em menos de 200 metros, são seis edifícios, cada qual com sua própria característica, que abrigam a sede de língua portuguesa da fraternidade mais antiga do mundo, a Antiga e Mística Ordem Rosacruz (Amorc).

A sociedade, que um dia já foi secreta para se esconder de duras perseguições, completa 60 anos de sua presença no Brasil e hoje é uma organização filosófica que busca transmitir para seus membros conhecimentos místicos sobre os grandes mistérios que cercam a existência humana e o universo, a fim de ajudar no desenvolvimento interior de cada um.

ROSA CRUZ
Dependências no bosque da ordem, com hieróglifos ornamentais e colunas em forma de papiros, que são a primeira forma de vida que surgiu no mundo, segundo os egípcios.

“A Rosacruz não é uma religião, mas uma filosofia, que reúne diversos conhecimentos. Boa parte do Egito, mas não só”, esclarece Hélio de Moraes e Marques, grande mestre da jurisdição de língua portuguesa da ordem e especialista em filosofia antiga. “Ela tomou corpo quando o faraó Tutmés III reuniu as escolas de mistério, agrupações de pessoas interessadas em discutir filosofia, arte e ciências, em uma única ordem. Um século mais tarde, o faraó Amenhotep IV sistematizou os ensinamentos da fraternidade, rompeu com a crença em diversos deuses da época e inaugurou o monoteísmo. Ele reconhecia o sol como símbolo de uma única divindade.”

A partir do século 17, a ordem, que também remonta aos cavaleiros templários – monges que aprenderam a empunhar espadas para defender Jerusalém – torna pública e oficial sua existência, creditando também algumas filiações de peso a sua história, como Leonardo da Vinci, René Descartes, Teresa de Ávila e Francis Bacon.

ROSA CRUZ
Templo da Rosacruz reproduz o instante de criação do universo.

Egiptomania

O conjunto arquitetônico da ordem em Curitiba foi levantado no Bacacheri não por qualquer motivo esotérico, mas porque uma pequena cachoeira próxima dali roubou o coração dos representantes da fraternidade que vasculharam o Brasil atrás de um local para receber a instituição. “Aqui foi o lugar mais agradável que encontraram”, conta Marques.

O complexo começou a ser construído em 1956 sob a direção da primeira grande mestre brasileira da fraternidade, a carioca Maria Moura. Construtivamente, segue a alvenaria tradicional. E esteticamente é uma releitura contemporânea de proporções menores da arquitetura egípcia clássica.

Colunas em forma de papiro, elemento clássico dos egípcios. Foto: Letícia Akemi
Colunas em forma de papiro, elemento clássico dos egípcios.

O prédio que abriga o templo tem como fachada um pilone: uma porta monumental flanqueada por duas torres em forma de trapézios, que representam as montanhas através das quais o sol nasce. “As colunas papiriformes (que imitam papiros enrolados) são outro símbolo, pois os egípcios acreditavam que as plantas foram a primeira forma de vida criada, já que o mundo, para eles, surgiu de uma grande massa de água”, esmiúça o arqueólogo Moacir Santos, especialista em Egito Antigo. “Em resumo: o templo reproduz o instante em que o universo foi criado.”

As paredes inclinadas também são características da época, quando a técnica construtiva era mais limitada e os engenheiros eram obrigados a adotar esse formato para sustentar os edifícios. “Essas releituras são práticas antigas que começaram com os romanos, quando eles se apropriaram de alguns elementos. Mas a egiptomania ganha fôlego no século 20, quando grandes descobertas arqueológicas motivaram o interesse pelo tema.”

Sala de reunião com releitura de ornamentos egípcios. Foto: Letícia Akemi
Sala de reunião com releitura de ornamentos egípcios

ROSA CRUZ
Edifício do teatro com portas guardadas pela figura de dois faraós

ROSA CRUZ
A principal influência histórica e filosófica da Rosacruz remonta ao Antigo Egito

ROSA CRUZ
Hélio de Moraes e Marques, grande mestre da jurisdição de língua portuguesa da Amorc

ROSA CRUZ
Múmia verdadeira em exposição no museu da Rosacruz

Fonte: GAZETA DO POVO